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  Fim de Feira



Sacada Genial da Publicidade do dia

A SGP - Sacada Genial da Publicidade - escolhida para hoje é sensacional. Tão sensacional que sequer tem sinopse. Limita-se ao slogan "A Uninove é 10!". Pra quem não é de Sampa, a Uninove, além de 10, é também a Universidade 9 de Julho. Me perdoe quem estuda lá, mas a pergunta que não quer calar: você tem coragem de contar que estuda em um lugar com um slogan tão tosco? Por que você resolveu estudar lá? Porque é 10?

Sugestão de questões para o vestibular da Uninove (é 10):

- Língua Portuguesa:

Assinale a alternativa correta e justifique: a) A Uninove é 10; b) A Uninove são 10; c) A Uninove é uma só e não se fala mais nisso.

- Matemática:

Justifique matematicamente a seguinte sentença: "Se a Uninove é 10, a Unidez é 11".

- História:

Que fato importante ocorreu no dia 9 de Julho? Na sua opinião, foi um fato 10? Argumente.

Quem teve essa "sacada genial" com certeza não é 10. É 0,5 boca.

(Pra quem não entendeu a piada: 0,5 = 1/2. Logo, meia-boca. Xiii, se nem isso você tá entendendo, já sei onde você vai estudar... APROVEITE: MATRÍCULAS POR TELEFONE!!!)



Escrito por Dona Xepa às 01h42
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Plágio?

No dia 28/01/04, publiquei em "Pensamento do Dia" uma frase de Hermos e Renato. Entretanto, nosso querido amigo Mocotó (http://mocoto.zip.net) clama ser o inventor da frase. Ele postou o banner abaixo 4 dias antes.

Então a dúvida: será que a dupla da MTV plagiou o Mocotó? Será Mocotó na verdade o Joselito?

Dúvidas, dúvidas...



Escrito por Dona Xepa às 00h43
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Dona Xepa Ministra?

Bomba, bomba! O excelentíssimo senhor presidente convidou esta que vos escreve para ser ministra! É isso mesmo que você está lendo: o Presidente do Pódio dos Blogs (http://podio.zip.net) me convidou para que, junto com outros ministros, nós possamos escolher os melhores blogs da net!

Com todo o respeito, acho que o "companheiro" andou bebendo demais... quase num nível "Zeca Pagodinho". Convidar a mais Heloísa Helena de todas as blogueiras para o seu site??? Será que ele se identificou com essa história de vida tão humilde de uma simples feirante?

Preciso de uma opinião sincera do meu eleitorado. Vocês que me auxiliarão a decidir se devo ou não aceitar este convite. Afinal, como disse o Gilberto Gil, salário de ministro é tão baixo, né? Só R$ 8.000,00 (é, espero receber isso mensalmente, mais tarde vou passar o número da minha poupança da Cx. Econômica Federal pra ele)!

É claro que ficar avaliando blogs tem seu preço: menos tempo para blogar no meu! Por outro lado, ao entrar para o política estarei garantindo o futuro dos meus descendentes: quem sabe uma neta minha vira apresentadora do Jovens Tardes ou, se ela for gordinha, lança um disco com uma foto dela pelada na capa?

"A sua opinião é muito importante para nós".



Escrito por Dona Xepa às 00h34
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Não me deprima! (Parte 1)

Quem já passou por um período de desânimo na vida sabe o quanto pode ser duro reavaliar tudo que está acontecendo e dar a volta por cima. Às vezes é só uma questão de momento. Entretanto, o mais difícil mesmo é agüentar os palpiteiros de plantão. Eles estão em tudo quanto é canto, sob os mais diversos disfarces: tia-avó, manicure, testemunhas de Jeová e até a cunhada do seu primo, que vai prestar Psicologia assim que terminar o supletivo.

 

Essa gente vem sem a menor cerimônia e começa a te aporrinhar, dizendo o que você deve fazer para ser feliz. Eles não só não ajudam como também te deixa puto da vida e cada vez mais convencido de que a vida é uma merda.

 

Técnicas utilizadas pelos palpiteiros

 

Técnica número 1: Conselhos

 

É a técnica mais elementar. Trata-se, basicamente, de intrometer-se de forma brusca nos seus problemas, dizendo as coisas mais estapafúrdias e inúteis possíveis. Segue abaixo alguns dos conselhos mais comuns e a interpretação da pobre vítima dos palpiteiros.

 

“Você está sendo pessimista. Pensando de forma negativa, as coisas só poderiam dar errado, mesmo.”

Interpretação: As coisas estão uma merda por sua culpa, que em algum momento pensou uma coisa ruim. Apesar de ter sido reprovado nas últimas 22 dinâmicas de grupo, se você não tivesse pensado que poderia se dar mal novamente, teria passado nesta 23a. Falou. Se fosse assim, nenhum avião ficaria no ar por mais de 3 segundos.

 

“Se você fosse uma pessoa mais religiosa, apegada a Deus, as coisas não estariam assim.”

Interpretação: Ótimo. Além de não me ajudar nunca, agora Deus quer se vingar de mim. Que maravilha...

 

“Você precisa deixar Jesus tocar seu coração.”

Interpretação: Essa eu ainda não saquei. Será Jesus o nome de algum cardiologista famoso? Quer dizer que eu tenho um problema cardíaco e ninguém me contou?? Quanto tempo de vida será que ainda me resta??? Que dor é essa que eu to sentindo???? ME SOCORRAM, POR FAVOR!!! (Eu ia dizer “pelo amor de Deus”, mas já vimos que ele anda muy amigo ultimamente)

 

“Você é muito egoísta, só pensa em si mesmo. Todo mundo tem problema. Eu, por exemplo. Você acha que é fácil ter que agüentar um marido que nunca levanta a privada quando usa o banheiro?”

Interpretação: Pois é, mal dou conta dos meus problemas e ainda tenho que ouvir alguém com tamanha crise existencial. Tem certeza que eu é que sou egoísta? (continua...)



Escrito por Dona Xepa às 07h30
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Não me deprima! (Parte 2)

“Tem gente muito pior que você.”

Interpretação: Tem toda razão. E como isso alivia meus problemas? Sem contar que, se tem gente em situação pior, também tem em situação melhor que a minha. É só pensar no bando de acéfalos que estão lá na Ilha de Caras e eu aqui, nessa chuva que não passa nunca.

 

“Isso não é nada. Olha só o que eu estou passando...”

Interpretação: Outro poço de generosidade e altruísmo. O pior é essa competição insana para ver quem está mais na merda.

 

“A vida não é fácil para ninguém.”

Interpretação: Não me diga...

 

“Não fica assim. As coisas mudam. Olha só aquele cara do Big Brother. Até outro dia era coveiro, agora taí, na tv, fazendo o maior sucesso.”

Interpretação: Putz, me comparando com um coveiro... e do Big Brother! Ah, essa aí tá louca pra conversar sobre o programa e não sabe como.

 

 

Incrivelmente, depois de ouvir tudo isso, você piorou. Mas quem disse que os palpiteiros estão satisfeitos? Agora vem a terrível técnica número 2! (continua...)



Escrito por Dona Xepa às 07h29
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Não me deprima! (Final)

Terrível Técnica número 2: livros de auto-ajuda!

 

Prepare-se, pois é isso que você vai ganhar dessa gente intrometida daqui por diante no seu aniversário, natal, amigo secreto... o curioso é que só os títulos desses livros fazem qualquer um pensar em suicídio:

 

“Como ser um cara legal e ter amigos”

Mensagem do livro: Além de chato, você não tem amigos. Até porque se tivesse um, ele não te daria isso de presente.

 

“Amar pode dar certo”

Mensagem do livro: Seu fracassado! Vê se lê esse livro e desencalha!

 

“O livro da sorte”

Mensagem do livro: Além de deprimido, você é azarado.

Esse livro ainda tem a peculiaridade de vir com frases “enigmáticas” ( = vazias), que deveriam responder os seus anseios, mas você nunca consegue entender o que elas significam. O palpiteiro entende a resposta melhor que você, sempre. Assim, além do livro, você vai precisar ter esse cara chato sempre à mão. De qualquer forma, não há dúvidas: esse livro dá sorte é pra quem o inventou!

 

 

Técnica número 3: Analogias e fábulas do sábio chinês

(Técnica a ser aplicada aleatoriamente, durante todo o período de aporrinhação)

 

Os palpiteiros adoram fazer analogias ridículas e contar fábulas, principalmente a de um sábio chinês. O sábio chinês está em todas. Aliás, todo sábio é chinês, já reparou? Parece que os estúpidos estão neste lado do mundo, repetindo as histórias do sábio chinês...

 

Será que a família do sábio chinês recebe a grana sobre a biografia não-autorizada? O certo seria receber uma indenização por usar as histórias de um membro da família assim, tão sem critério.

 

 

Essas são as principais técnicas utilizadas pelos palpiteiros. Há também técnicas mais agressivas, como exorcismo na Igreja Universal. É importante lembrar que, em um mundo tão competitivo e marcado pela constante atualização, essas pessoas estarão sempre à procura de reciclagem e aperfeiçoamento. Então tenha muito cuidado!

 

Voltarei (ou não) futuramente com novas informações sobre esses seres que nos fazem ter sérias dúvidas se podemos também considerá-los como forma inteligente de vida. Enquanto isso colabore, metendo a boca e comentando o que essas estranhas criaturas já fizeram com você.

 

Conheça a autora:

Dona Xepa, 20 e poucos, é estudante de Comunicação, desempregada e endividada. Para ganhar o seu troquinho, trabalha na feira vendendo de tudo, até o pão que o diabo amassou. Tem um XT conectado à sua barraca, de onde relata a terrível angústia de quem vive em um fim de feira.



Escrito por Dona Xepa às 07h24
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Relançamento de Cidade de Deus

Já começou a corrida ao nosso pouco dinheirinho: a reestréia de Cidade de Deus está marcada para 06/02. E tudo me diz que meu pobre dinheirinho será dado ao cinema que exibir o filme - já que eu havia visto em VHS. 



Escrito por Dona Xepa às 05h02
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Corrigindo uma Injustiça

Ninguém tocou no assunto e só agora fiquei sabendo: Cidade de Deus não é o único filme brasileiro a concorrer ao Oscar. O curta de animação "Gone Nutty", de Carlos Saldanha, também está no páreo. Ou seja, a imprensa fazendo todo esse auê em cima de Cidade de Deus e marginalizando a nossa animação.

By the way, fiquei sabendo disso através da Folha de S. Paulo, que publicou o fato de forma a passar totalmente desapercebido.



Escrito por Dona Xepa às 04h59
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Pensamento do Dia

"Se Deus é Brasileiro, o Diabo é americano."

Hermes e Renato, na Casa da Praia da Mtv.



Escrito por Dona Xepa às 12h17
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Senhor dos Anéis e uma linda história da minha infância

Eu tenho uma regra básica para dizer se não gostei de um filme. Se, ao alugá-lo, eu passar mais tempo avançando a fita que assistindo ao filme, ele é um saco. Já no cinema, a vontade de ir embora ou brincar com a pipoca (ou com o acompanhante, se for o caso, rs), responde a questão.

Aluguei O Senhor dos Anéis. Não costumo ter paciência de ver filmes longos demais no cinema. E se der vontade de ir embora? Eu sou curiosa demais para fazer isso. E também esperançosa. Sempre acho que o filme pode melhorar, apesar de estar comprovado que a tendência é de ocorrer exatamente o contrário. Resumindo: o botão FWD do meu vídeo-cassete foi meu melhor amigo naquele dia.

Juro que não tenho um motivo especial para achar O Senhor dos Anéis um saco. Eu já não me interesso muito por essas histórias cheias de fantasia, envolvendo hobbits, elfos e afins. Mas tanto se falou desse filme, que tive que vê-lo. Para completar, tomadas demoradíssimas mostrando todo o ambiente onde se passa a história... dá-lhe FWD!

O que me lembro melhor do filme foi quando a coca-cola acabou, e tive que ir à geladeira buscar mais. Nem me preocupei em dar pause. Eu lembro que vi a Liv Tyler, também, com orelhas pontudas...

Acho que só reagi tão mal assim a um filme quando era criança. Eu lembro que meu pai alugou Tartarugas Ninjas para mim. E olha que eu gostava delas! Mas brincar com o meu fluffy era mais legal que ver o filme. Eu só vi meu pai, chateado, tirando a fita do vídeo-cassete na metade. Mas como desde criança eu sou otimista, pedi para ele deixar eu ver o resto. O que ele respondeu "Pra quê? Você não gostou mesmo". Fez-se silêncio na sala. Meu pai levou a fita embora, chateado. Não duvido nada que ele tenha esmurrado o cara da locadora, depois.

A essa altura do campeonato, os fãs do filme, do livro e jogadores de RPG já devem ter jogado o nome do meu blog na boca de algum sapo. Mas é tudo questão de gosto. Esse tipo de filme não é a minha, não tem jeito. Assim como tem muita gente que odeia ver Woody Allen, diretor pelo qual eu sou fanática!

Sei lá, se eu ainda tivesse um fluffy talvez o filme fosse mais divertido. Ai que saudade do fluffy... alguém aí sabe se ainda existe isso?



Escrito por Dona Xepa às 05h18
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Cidade de Deus: dessa vez vai?

Os tupiniquins estão rindo à toa com a indicação...

 

Não é novidade para ninguém. Cidade de Deus recebeu 4 indicações de peso nesta edição do Oscar: melhor diretor, roteiro adaptado, edição (montagem) e fotografia.

Vale a pena lembrar, contudo, que ano passado o filme não havia conseguido nem ao menos indicação a melhor filme estrangeiro. O bafafá foi geral: pessoas saindo no meio da sessão, enojadas com tanta violência e pobreza. De fato, isto não combina com o American Way of Life. Diante disso, não é estranho que o filme concorra em 4 categorias tão relevantes?

É fácil explicar: a Miramax resolveu apostar alto no filme e o relançou para que pudesse concorrer em outras categorias. Sob esse ponto de vista, é legal saber que a Miramax viu potencial em Cidade de Deus e correu atrás para levar ao menos uma estatueta, e faturar um pouco mais. Afinal, para eles cinema é, antes de tudo, business. Imagino o lobby que foi feito para conseguir essas indicações.

Eu não digo isso para diminuir o filme, já que ele é mesmo muito bom. Só que uma mudança de atitude tão grande em apenas 1 ano só foi possível com o dedinho (ou a mão toda) da Miramax, isso é fato.

E é isso que mais me incomoda no Oscar: é a maior premiação, a que dá mais visibilidade, a mais assistida, com maior torcida e, mesmo assim, a mais injusta. Não dá para levar a sério uma premiação que já considerou Titanic o melhor filme do ano (apesar dos erros gravíssimos de continuidade, para dizer o mínimo); ou que considera a atuação de Gwyneth Paltrow melhor que a de Fernanda Montenegro. Nossa, dá para fazer um blog só de injustiças cometidas pelo Oscar (alguém arrisca fazer?). Bom, tudo isso foi para dizer que há um lobby muito grande, além do visível favorecimento aos filmes made in USA.

Outra coisa chata do Oscar é que muitos filmes que concorrem sequer estão sendo exibidos no Brasil. Fica meio idiota torcer por um filme sem conhecer os seus concorrentes. Um outro ganha e você ainda fica chateado, sem saber se o que ganhou era realmente melhor. Claro que a coisa é diferente quando tem um filme do seu país concorrendo. Aí dane-se se o concorrente é o Senhor do Anéis (que eu acho um porre, por sinal). A gente quer mais é ganhar e pronto! E, se possível, que no agradecimento o brasileiro ainda mande os argentinos tomarem no c* por causa de "O Beijo da Mulher Aranha". O patriotismo infantil vai lá em cima, vira copa do mundo. Só faltava o Galvão narrar o Oscar (Nãããããããããão, pelo amor de Deus)!!!!

Hora de cair na real: temos chances de levar ao menos uma estatueta ou vamos ficar - de novo - torcendo a madrugada inteira para no final ficarmos com cara de bunda? A minha aposta é que levamos uma, sim, em melhor edição. Em Direção seria quase um milagre, já que o filme concorre com Encontros e Desencontros e a Sofia Coppola parece estar com tudo agora. Sem falar de O Senhor dos Anéis, que não pegou um Oscar decente com as duas primeiras partes. Agora veio uma pataquada de indicações, como se a Academia resolvesse juntar e dar tudo de uma vez, no final. Roteiro adaptado também é difícil, já que a língua portuguesa é coisa de outro mundo para eles. Já em Fotografia, não arrisco, por não conhecer os concorrentes. Mas acho que a edição de Cidade de Deus é mais bem resolvida que a Fotografia, então... taí minha aposta.

Acho que já estaria de bom tamanho para a Miramax. E para nós, brasileiros, ávidos por reconhecimento.



Escrito por Dona Xepa às 04h30
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Desculpa qualquer coisa!

Olá a todos!
Estou informando a alguns desavisados que não checaram as respostas que eu coloquei em seus comentários: há alguns blogs onde não consegui comentar quando tentei, como o Aristizóio, Mocotó, Cinema do Jeito que a Gente Pensa, entre outros. No meu acontece isso às vezes também, mas é só clicar em atualizar que aparece o link para comentários. Tá na cara que é algum problema do UOL (só pra variar). Só pra deixar bem claro que não é relaxo meu, mas do uol, rs.

Quem estiver a fim de me linkar ou de copiar algum texto meu, pode ir fundo. Só peço que tenha bons modos e cite a fonte depois, rs.

E em relação a aprovar os comentários antes de colocá-los no ar, só fiz isso por ser mais fácil. Assim, consigo listar apenas os comentários novos e respondê-los mais depressa. Mas realmente fica meio autoritário, e não é essa a minha proposta. Sabem como é na feira: tem razão quem grita mais alto, rs! Como aqui não tem como gritar, fica valendo aquele que argumenta melhor.

Fiquem à vontade, enquanto tomo meu caldinho de cana, hehe...

Abs.



Escrito por Dona Xepa às 04h13
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DEU na Folha de S. Paulo

Essas notas saíram na Folha de S. Paulo de 3a. feira, 27/jan/2004:

"Surra total 1
Apesar de parecer um "Criança Esperança" (piorado, na opinião de alguns), os programas dos 450 anos de São Paulo da Globo foram muito bem no Ibope. O show de Roberto Carlos deu 28 pontos a 8 do SBT e o "Altas Horas", 16 a 6. No domingo, Angélica e Luciano Huck emplacaram 20 a 8 e Ana Maria Braga, 24 a 14.

Surra total 2
O "Domingão do Faustão" venceu o SBT por 23 a 9. O show de Caetano Veloso no SBT marcou 7 pontos."

***********

Daí pode-se concluir duas coisas:

1. Não foi só eu que achei aqueles shows da Globo uma cópia do Criança Esperança;

2. Se o show do Caetano deu 7 pontos e o do Roberto Carlos, que passou no mesmo horário, 28, eu só posso pensar que o povo gosta mesmo é de cocô.

Mancada a Folha ignorar totalmente a trasmissão da TV Cultura do show da Rita Lee. Será que a audiência foi ainda menor que a do SBT?



Escrito por Dona Xepa às 03h58
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Rede Globo mela-festa

Depois de toda essa comemoração em homenagem aos 450 anos de Sampa, só resta comentar: sabe quando tá todo mundo numa balada, curtindo numa boa e aparece aquele cara (o mesmo de sempre) que todos sabem que vai estragar a festa? Apresento-lhes a versão televisiva: Rede Globo, a mela-festa.

A Prefeitura se empenhou em fazer uma festividade popular, gratuita, acessível a todos. Promoveu um show histórico nas esquinas da Ipiranga com a São João, fechou a 23 de maio no dia seguinte - a 23 de maio, tem noção? E o que a mela-festa da Globo faz? Promove uma versão "extra" do Criança Esperança no Ginásio do Ibirapuera. Numa cidade de 10 milhões de habitantes, não há problema algum em fazer 2 shows em homenagem à cidade no mesmo horário. A sacanagem é a Globo cobrar ingresso - que custava de R$ 30,00 a R$ 60,00. Ou seja, não bastou explorar Sampa pra ganhar em cima dos patrocinadores. Tem que tirar até a última gota!

No sábado, quem estava em casa, pode ver o show do Caetano (este sim, gratuito) transmitido pelo SBT (ponto pro Seu Silvio). Já quem sintonizou a Globo, viu o Roberto Carlos. Seria uma reprise do show de fim de ano? Dependendo de como se interpreta a pergunta, pode-se responder que sim.

Sa-ca-na-gem ver os Demônios da Garoa cantando "Trem das Onze", em cima da melodia que, como sempre, foi ultra pasteurizada pela galera mela-festa.

Em outra passagem rápida pela “poderosa”, vejo Marisa Orth cantando com Sidney Magal um de seus três sucessos, “quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar, quero ver o seu corpo dançar sem parar”. Tem gente que nem lembra/sabe que essa música fez sucesso um dia. Tem gente que pagaria pra esquecer. É o fim da picada.

Não, não é nem a metade da picada! O helicóptero da Globo sobrevoa a cidade, dando notícias sobre o que está acontecendo. E por um acaso alguém falou do show que tava tendo lá no Centro? Pô, claro que não, Dona Xepa, deixa de ser bocó! E a Globo lá vai falar do show que o SBT tá transmitindo? Até nessas horas a gente sente como ela é imparcial...

No dia seguinte, a mesma novela (já que novela é com a Globo, mesmo): a Cultura transmite ao vivo o show da Rita Lee e convidados, enquanto a Globo fica naquela chatice de Fantástico. E dá-lhe mais show no Ibirapuera, agora com Zezé de Camargo e Luciano cantando “São Paulo da garoa, São Paulo, que terra boa”. Vocês chamam isso de presente? Presente de carioca, só se for!

E pensar que tem gente que pagou por isso.

E você? Tem algum comentário sobre a Rede Globo e/ou sobre a comemoração de 450 anos de São Paulo? Meta a boca!



Escrito por Dona Xepa às 04h00
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Outra sacada publicitária genial...

O comercial genial agora é da Nokia. Conta a história de um cara que é controlado por sua própria mão. Ele tem que conviver com isso, até que sua mão se distrai por causa de um celular Nokia e ele "mata" ela.

Moral da história: punheteiros de plantão, não deixem que sua mão controle sua vida. Comprem um celular Nokia.

- Ah, agora entendi por que o slogan é "Nokia: fala por você"...



Escrito por Dona Xepa às 03h00
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Rio X São Paulo: a novela continua...

Mais um capítulo da histórica rixa entre paulistas e cariocas: a cantora Rita Lee teria dito, durante um show no Rio, que as paulistanas não tem personalidade e mais, que nós não sabíamos nos divertir.

Quando me contaram isso, logo pensei: a Rita Lee? Logo ela, que é aqui de Sampa? Não acredito!

A explicação dela para estas declarações é que elas não foram divulgadas na íntegra: quando ela disse que as paulistanas não tinham personalidade, ela se referia ao fato de as paulistanas não terem um esteriótipo pré-definido, como acontece no Rio, por exemplo. Já em relação a não saber se divertir, seria essa coisa de vivermos na terra do trabalho, do dinheiro... e depois irmos lá pro Nordeste gastá-lo.

São Paulo realmente é a terra de várias caras, várias tribos. Você pode fazer suas compras no Shopping Iguatemi, no Mercado Mundo Mix ou na Galeria do Rock - há até quem passe pelos três lugares. Dá pra ouvir um chorinho na Pça Benedito Calixto e logo ali, na Teodoro Sampaio, pessoas tocando jazz ou rock em frente às lojas de instrumentos. Apoiar o "beijaço" no Shopping Gay Caneca e depois dar uma volta no bairro vizinho, Higienópolis, conhecido pela sua concentração de judeus. Todas essas diferenças estão aqui, em São Paulo, convivendo na harmonia do caos.

Divertir-se em São Paulo pode ser observar essas diferenças, pode ser cair na balada todas as noites e voltar só depois do café-da-manhã, pode ser uma sessão dupla de cinema (um filme iraniano seguido por um francês, quem sabe), pode ser um dia nas filas do Playcenter, um passeio no Parque Trianon, ao Museu Paulista, ao Bixiga...

São Paulo não tem uma cara, mas todas elas... e quem alimenta esse falatório (no caso, a imprensa carioca), faz isso por morrer de inveja...

A explicação da Rita Lee para o “causo” está em http://www1.uol.com.br/musica/rapidas/ult89u4617.shl

Escrito por Dona Xepa às 18h46
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Pensamento do Dia

Viver é uma arte. O problema é quando viver é uma arte circense e, pra piorar, você é o .

 



Escrito por Dona Xepa às 04h54
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Mais uma sacada publicitária genial...

Dessa vez, da Skol. O comercial é o seguinte: um grupo de jovens foram confinados por livre e espontânea pressão na "ilha da cerveja quadrada". Nessa seqüência, vemos como esses jovens, que só bebem cerveja quadrada, se comportam: como garotos de acampamento, para lá de quadrados (que nem a cerveja que bebem). Já na outra ilha, onde tem Skol à vontade, todo mundo tá curtindo tudo na maior agitação, tudo é muito legal...

Conclusão: Quem está por dentro bebe Skol, quem bebe outra cerveja é chato. Então já sabe: beba Skol e tds seus problemas de popularidade estarão resolvidos!

Nossa... que idéia revolucionária, hein? Parabéns aos publicitários dessa campanha!



Escrito por Dona Xepa às 03h28
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Vai torrar até quando?

Eu fico indignada em saber que aquele chacrilongo das Casas Bahia recebe um cachê de R$ 150 mil ao mês. Tem gente que nasce mesmo com o c* virado pra lua. Seu eu passasse o dia invadindo residências alheias gritando "Quer pagar quanto?", eu tb receberia R$ 150 mil - em gastos hospitalares.

O pior é que tem gente que gosta desse infeliz. Quando passa o comercial, minha mãe grita "olha lá o lindinho das Casas Bahia!". Eu juro que, se logo após esse comentário ela dissesse "a propósito: você é adotada", eu não me espantaria nem um pouco. Mas a triste realidade é que toda mãe sabe mesmo como irritar um filho.

PS 1: Chacrilongo = chato, cricri e pernilongo... descrição perfeita para aquela coisa, não?

PS 2: Se o cara das Casas Bahia é lindinho, eu sou a deusa Afrodite. De qquer forma, o senso estético da minha mãe é altamente suspeito após essa sua declaração.

PS 3: para quem tb odeia esse chato (com a exceção da tresloucada da minha mãe): http://www.odeiooidiotadascasasbahia.blogger.com.br/



Escrito por Dona Xepa às 02h26
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Vale a pena visitar

Eu acabei de visitar esse blog e achei demais. Está no começo ainda, espero que a blogueira continue firme, porque tem muito potencial: http://odecasa.zip.net/ 

 



Escrito por Dona Xepa às 04h47
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Só a surdez salva

Essa eu peguei no http://aristizoio.zip.net.

Muito boa, roda aí, hi hi hi! (Sabe aquela risadinha irritante do João Bocléber que parece galinha cacarejando?)



Escrito por Dona Xepa às 04h02
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O Blog para relatos pessoais ou a tragédia da vida privada.

Essa coisa de escrever no blog sobre experiências pessoas é realmente peculiar para mim. Para exemplificar, serei obrigada a citar duas experiências pessoais.

Conheci um cara interessante, "amigo de um amigo", conversamos e, no meio da conversa, surge essa história de blog. Foi logo quando começou e, na época, eu nem tinha um. No final das contas, ele passou o endereço do seu blog para que eu o conhecesse melhor. Conheci. "Então é isso?", pensei. Eu teria pensado isso uns 2 ou 3 meses depois, sem o blog. É, o cara acorda, escova os dentes, toma café da manhã e acha a vida uma merda, que nem todo mundo. Mas descobrir de prima que aquele "cara interessante" é assim, como todo mundo, é meio desencantador. "O que você achou do blog?", a resposta, com sorriso amarelíssimo: "diferente". The end.

A segunda história ocorreu quando eu decidi ter o meu blog. Comecei a visitar tudo quanto é blog, procurando referências. Encontrei um que tinha muito a ver com uma pessoa que eu era muito amiga, mas que, com a correria do dia-a-dia, havia me distanciado. Até o nome da pessoa era o mesmo. Mas se o nome era o mesmo, claro, não poderia ser a mesma pessoa. Mas era. Os detalhes da vida dessa pessoa, viagens, trabalho, etc, tudo coincidia.

Até aí tudo bem, se eu não lesse que essa pessoa namorava alguém do mesmo sexo há um bom tempo. Não que isso fosse um problema – o problema era aquela pessoa tão próxima me esconder isso e, pior, divulgar na internet, onde o mundo inteiro podia ler, o que ironicamente ocorreu comigo.

De repente, me senti como se tivesse ido à sua casa e roubado um diário, invadindo sua privacidade. Mas sua privacidade estava na internet, para quem quisesse ler. Se houver algum psicólogo lendo isso agora, por favor, me explique o que é tudo isso.

Para quem estiver curioso em saber o final da história: fingi que nunca li nada, que nem sei que o blog existe. Se um dia a pessoa resolver me contar que é bissexual, eu vou responder que já sabia (e como descobri), mas que respeitei a privacidade dela (qualquer que seja seu conceito de privacidade).

É claro que também há a possibilidade de essa pessoa, qualquer dia desses, leia essa história que eu estou contando. Só resta saber se vai passar pela sua cabeça que sim, era dela que eu estava falando!

PS: Ótimo roteiro para drama mexicano. Espero receber meus royalties por isso.

Escrito por Dona Xepa às 03h54
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Blog pra quê?

Quando eu comecei a blogar, há poucos meses, mostrei meus textos para alguns conhecidos, para saber a opinião deles. O que mais me surpreendia era como algumas pessoas reclamavam que havia muito texto no blog, que quase não havia imagem. Ao mesmo tempo, é compreensível. Primeiro, porque vivemos em um país onde o hábito de leitura... que hábito de leitura? E eu passaria horas explicando o motivo dessa falta de leitura: educação deficitária, hábito de passar horas e horas vendo tv, falta de incentivo.

Mas o blog é, na minha opinião, um canal egoísta. Eu acredito que quem bloga o faz para falar de suas experiências e encontrar pessoas com quem possa compartilhar isso, e não necessariamente para agradar alguém. Por isso, mesmo com textos enormes e poucas imagens, continuo. Pude perceber pelos comentários até agora que há pessoas que lêem esse texto longo porque se interessam, se identificam.

Eu não queria ser mais um blog de piadas. Já existem muitos (e bons) que fazem isso. Nem de fazer um diário da minha vida - porque não me sentiria à vontade. Já um blog que se limita a dar sua opinião não é tão comum. Assim como a vida. Quantas vezes você já sentiu vontade de dar sua opinião mas ficou calado para evitar confusão? Quantas vezes você já não quis mandar à merda aquele seu conhecido que acha os Estados Unidos o máximo, com uma cultura invejável e ainda tão preocupados em salvar o Iraque das garras do ditador Saddam, mas ignorou o coitado para evitar confusão? Se depender de mim, este não ficará impune, pelo menos no blog!

Acho que, no final das contas, quando expresso minha opinião, de certa forma, estou dizendo quem eu sou. Como cheguei aqui, é só um detalhe.



Escrito por Dona Xepa às 03h22
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Acho que o Lobão estava certo quando disse que nem sempre se vê mágica no absurdo.

Escrito por Dona Xepa às 16h55
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Jogo dos 7.000 Erros

Olha só o que eu encontrei na chamada da Revista Caras no Portal UOL:

"Caras: Acadêmico Paulo Coelho abre sua casa na França".

Você consegue encontrar os 7.000 erros dessa frase? Eis alguns:

1. Comecemos pelo maior de todos: a ABL ter nomeado o Paulo Coelho;

2. Um acadêmico posando para uma revista que contribui de forma substancial (assim como ele) para a elevação do pensamento crítico do nosso povo;

3. A futilidade de mostrar a sua casa na França - no mínimo deve haver alguma foto na revista onde ele posa com ar de intelectual em sua biblioteca, o que é bá-si-co!

Como já ajudei falando 3 erros, vou deixar o resto por conta dos leitores. Só vou ajudar com mais um: comprando a Caras essa semana, você ganha um porta-cd exclusivo, criado pelo Romero Britto... aquele mesmo artista que além de quadros, faz embalagens para panetone, caixa de Omo... tudo bem que ele tem um estilo de arte pop, mas acho que ele levou muito a sério a Sopa Campbell do Warhol.

:(



Escrito por Dona Xepa às 16h40
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Teoria da Conspiração

Parece que sempre que tento fazer um blog, dá problema... no ig era assim e no uol não está sendo diferente. As primeiras mensagens que eu postei desapareceram, apesar de constarem no meu campo de edição.

Estou sendo levada a acreditar que os meus posts são "perigosos demais" e, por isso, esse boicote dos provedores.

Será???



Escrito por Dona Xepa às 16h18
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Retrospectiva Dona Xepa

Segue abaixo, em ordem cronológica (do + antigo para o + novo :P ), os posts do meu antigo blog, Dona Xepa...

Escrito por Dona Xepa às 00h09
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13/07/2003 17:32
Boa tarde a todos!
Estou estreando hoje o meu blog, Dona Xepa. E como o nome já indica, aqui você vai encontrar textos (desde notas até artigos) sobre tudo o que está acontecendo por aí, no melhor estilo "fim de feira" - uma bagunça só! Todos que quiserem participar serão recebidos de braços abertos: poste seus comentários, grite, esperneie, venda seu peixe. Já dizia Voltaire:Não condordo com uma só palavra que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de proferi-las.



Escrito por Dona Xepa às 00h07
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13/07/2003 18:19
Só pra não dizer que esse site vai ser aquela seriedade, resolvi pisar na jaca legal e colocar o resultado do teste "Que membro do Monty Python é você?"

Só posso dizer uma coisa a respeito do resultado: eu já sabia!!!

Cleese
You are John Cleese! You have a very silly walk.
You have difficulty contoling the volume of
your voice and you have supiror skills when it
comes to defending yourself against fruit.

What Member of Monty Python Are You?
brought to you by Quizilla

Escrito por Dona Xepa às 00h05
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16/07/2003 08:40
Que pagação de mico - ou melhor, de foca!
Vocês viram aquele concurso do Casseta e Planeta - "O melhor imitador de foca do Brasil?" Gente... o que é aquilo? Um monte de gente que nem bobo batendo palma e soltando gritinhos, para ganhar "um balde com 1kg de peixe"?

Pior mesmo foi ver o Lulu Santos ontem fazendo isso. Ele não precisava. Até achei que ele estava certo naquele rebu criado com o Faustão, mas depois de ontem... caiu no ridículo total! O típico cara que faz mesmo de tudo para aparecer.

Lembrei da minha tia, que andava pela rua, quando foi chamada para participar de uma pegadinha (ou melhor, de uma armação pra cima dos que ainda acreditam). De pronto ela disse: "Claro, quanto vocês pagam?", o que foi respondido com um "Nada, é só pelo prazer de participar". Que prazer é esse de aparecer na tv só para ser ridicularizado? Só para chamar os amigos e dizer "olha eu na tv"... aliás, Galvão, filma eu!!!



Escrito por Dona Xepa às 00h01
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17/07/2003 21:01
CRÍTICA
Um humor casseta, sem dúvida
EUGÊNIO BUCCI

É POSSÍVEL dizer que, de algum modo, há sempre uma rima entre humor e dor. Nos filmes de Charles Chaplin ou nos filmes de Woody Allen, o espectador ri de alguém que sofre com o próprio fracasso amoroso ou com a derrota econômica, dois dragões que intimidam o cidadão médio a cada passo que ele dá. Ou que ele não dá. Protegido pelo escuro do cinema, o espectador ri de um personagem. Na verdade, ri de si mesmo, e aí é que está a graça. É possível que, rindo assim, ele reconheça em si, inconscientemente, um sofrimento que mal é capaz de admitir. É possível que, transformando seus dragões pessoais em piadas, se sinta mais leve e mais liberto. Rir não é se esconder dos dragões, é driblá-los. Por isso, creio, o melhor humor tende a rimar com a dor. Rima com ela para ultrapassá-la. Rindo do tipo ridículo que vê na tela, o sujeito entrevê a condição humana que nele existe, para além do ridículo, e então ri mais, talvez porque se perceba mais humano, exatamente por ser ridículo de vez em quando.

Feita essa introdução, talvez um tanto longa, um tanto melosa e um tanto ridícula, deixo de lado as comédias do cinema e volto os olhos para os programas humorísticos da TV brasileira. Também nela, humor rima com dor. Com uma diferença, no entanto: na TV, a função do humor parece ser não a de superar, mas a de aprofundar a dor. Vamos a isso.

Não existe, no Brasil, um programa que possa ser posto à altura do humor de Chaplin, de Woody Allen ou do grupo Monty Python. Talvez Denise Fraga no "Fantástico" tenha alguma leveza, mas suas aparições são mínimas e acabam diluídas. "Os Normais" é um programa que tem nos diálogos uma inteligência acima da média, mas é grosso, falta-lhe a delicadeza sem a qual a graça não flutua. Quanto aos programas humorísticos propriamente ditos, é impossível encontrar algum que não se baseie em escarnecer os pobres, os analfabetos, os negros, os homossexuais etc. O mecanismo parece ser o mesmo dos melhores filmes cômicos: o espectador é chamado a rir daquilo que o envergonha e que o machuca. A questão é que, nos programas da nossa TV, o espectador não ri para redimir o personagem que se debate em seu ridículo, mas para reiterar a opressão que pesa contra esse mesmo personagem. É uma diferença tênue, quase imperceptível, mas dolorosa.

Na TV, o humor rima com dor, aprofunda-a, e rima com preconceito. Rima com preconceito de cor. E com outros preconceitos. É por isso que, diante da TV, ri dos negros quem não é negro, ri dos gays quem não é gay, ri dos pobres quem não é pobre (ou pensa que não é). Ri deles quem quer proclamar, às gargalhadas, jamais será como eles. É o riso como recusa e chibatada. Esses quadros humorísticos não humanizam o que há de ridículo em todos nós, mas ridicularizam e espezinham o que há de humano naquele triste "judas" que aparece ali. Há quem diga que "Casseta & Planeta" mudou esse cenário. Não mudou. "Casseta & Planeta" é o melhor humorístico da TV brasileira, de longe, mas, como os outros, é preconceituoso e violento. Por ser mais irreverente que os demais, conseguiu se impor dentro da paisagem ressequida dos piadistas pré-históricos (de corpo, de espírito e de ideologia). Mas logo se especializou no ramo da sátira chapa-branca, dedicando-se a fazer propaganda engraçadinha das estréias da Globo.

É por demais previsível. Estreou "O Beijo do Vampiro"? Tome lá uma sátira oficial de seus personagens. Estreou outra novela? Lá vem o mesmo expediente. Fora isso, é irreverentemente bruto, embrutecido e brutal. A gente vê, a gente ri, mas a gente sabe: "Casseta & Planeta" não é um programa politicamente incorreto, é só um programa reacionário. "Casseta & Planeta", "A Praça é Nossa", tanto faz. A qualidade do humor na TV segue baixa e estreita. E casseta.



Escrito por Dona Xepa às 00h00
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17/07/2003 21:02
Só pra deixar bem claro: eu juro que não estou perseguindo o Casseta e Planeta!!!

Escrito por Dona Xepa às 23h57
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18/07/2003 10:17
Liguei pra um amigo meu dia desses, pra saber se ele já sabia o resultado de uma dinâmica que havíamos participado... depois de ele me dizer várias vezes que estava decepcionado (e eu já pensei, "ih, lá vem bomba!"), ele disse que ligou para a empresa, que respondeu:"Se nós não ligamos, é porque vc não foi escolhido".

Queria aprender a fazer isso. Já pensou, aquele cara que você não tá mais nem aí te liga e pergunta porque você não ligou. Resposta: "Se eu não te liguei, é porque não tô nem aí pra você". Bom, pelo menos estaria sendo honesta...


Escrito por Dona Xepa às 23h56
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18/07/2003 10:25
O fato é que eu ultimamente nos últimos 2 anos (sic!) não tenho passado em dinâmica alguma. E quando retornam - o que é raro - enviam um um e-mail impessoalíssimo encaminhado a dezenas de pessoas e sempre ouço (leio) a mesma coisa: "você não se encaixa em nosso perfil".

Porra, em 2 anos não me encaixei no perfil de nenhuma empresa!!! Que perfil desgraçado o meu, não? (Risos) Deve ser algo como "perfil psicótico".Mas fiquei sabendo que, se tivesse esse perfil, seria escolhida para um cargo de gerência (até parece que estou em uma das tirinhas do Dilbert)...


Escrito por Dona Xepa às 23h55
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18/07/2003 10:31
Bom, vamos aos finalmentes: tenho o direito de saber, após tantas dinâmicas idiotas (uma vez mandaram eu acender um palito de fósforo e falar sobre mim, até o fósforo se apagar - ou até ele queimar meu dedo, tanto faz. Devo ter sido eliminada por falar pouco e apagar o fósforo logo), que perfil eu tenho.

Liguei pra empresa e pedi um feedback. O fato é que eles não esperavam por isso, me enrolaram ao máximo e disseram que a examinadora não costuma fazer relatórios, vai separando durante a dinâmica as fichas dos "mais adequados". Ou seja, é um lance meio lotérico. Insisti que me passassem a ela, expliquei que queria uma devolutiva, para procurar uma empresa que quisesse alguém com o meu perfil (usei o feitiço contra o feiticeiro, veja bem), e que isso me ajudaria muito. Ela ficou de me ligar passando uma resposta. Já tem 3 dias. Quando completar 7, ligo novamente.


Escrito por Dona Xepa às 23h53
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18/07/2003 10:36
Se as empresas estão atrás de um perfil medíocre, daquele que faz tudo o que manda sem questionar coisa alguma, pelo contrário, está sempre feliz por ser feito de trouxa (principalmente no caso do estagiário), eu realmente não faço parte do "perfil de otário". O duro é que as pessoas acham isso "falta de humildade", "você tem que começar de baixo"... começar de baixo tudo bem, o problema é começar por baixo... eu não quero ser coveira!


Escrito por Dona Xepa às 23h53
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18/07/2003 10:41
Procurar emprego é difícil, complicado e, com algum senso de humor, hilário. Menos mal pra mim, que tenho o meu emprego, mas estou procurando algo melhor. Mas o fato é que, ao procurar emprego, você percebe o desespero das pessoas: vão à dinâmica sem ter informação alguma sobre o que exatamente consiste o trabalho, quanto vão ganhar - e o pior, têm medo de perguntar. "Perguntar quanto vai ganhar é o mesmo que dizer que você só está lá pelo dinheiro." Mas não é verdade?

Taí um perfil que não me encaixo: o de Madre Teresa de Calcutá.


Escrito por Dona Xepa às 23h52
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18/07/2003 11:01
Sobre o meu atual trabalho, o que dizer?
Vou usar (capciosamente, claro), um trecho de Modern Love, de David Bowie:

It's not really work
It's just the power to charm*
I'm still standing in the wind
But I never wave bye bye
But I try, I try

* Entenda "power to charm", no meu caso, como o poder que o dinheiro tem em me atrair... e me fazer aturar, hahahahaha!!!!



Escrito por Dona Xepa às 23h51
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18/07/2003 11:13
Parece sacanagem minha, mas juro que é pura coincidência... acabei de receber o seguinte e-mail:

Assunto: Estágio!
Prestem atenção nessa interessante pesquisa de um estagiário...
Um sinal de transito muda de estado em média a cada 30 segundos (30 segundos no vermelho e trinta no verde), então a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,10, o que numa hora dará 60x0,10 = R$ 6,00. Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado
25x8x6 = R$ 1.200,00.

Será que isso é uma conta maluca? Bom, 6 Reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às vezes até 1 Real, mas tudo bem se ele faturar a metade: 3 Reais por hora será R$600,00 no final do mês, que é um salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia. Mas tudo isso é teoria, vamos ao mundo real.

De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, a qual sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET). Então lhe perguntei quanto ele faturava por dia. Imaginem o que ela respondeu? O que foi? Será? É isso mesmo, de 20 a 25 reais em média, o que dá 25 (dias por mês) x 20 = 500 ou 25 x 25 = 625; então, na média, R$ 562,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.

Moral da História: É melhor ser mendigo do que estagiário.Estagiário é sinônimo de Mendigo. Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário. Estude a vida toda e peça esmolas, é mais fácil e melhor que arrumar emprego.

Assinado,
Estagiário Revoltado

PS: Você tem R$ 0,10 para me dar?


Escrito por Dona Xepa às 23h36
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21/07/2003 08:28
Yes! Nós temos Seinfeld!

Segundo a Folha de S. Paulo de hoje, o Canal 21 comprou as 9 temporadas de Seinfeld. Agora é rezar para que eles não façam a dublagem! Ah, e claro, que não façam como a Record, que trocava o horário de exibição toda semana sem aviso prévio até tirá-lo do ar, também sem maiores explicações...



Escrito por Dona Xepa às 23h35
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21/07/2003 09:05
Filme Nota DEZ!

Segue abaixo crítica do filme Dez, de Abbas Kiarostami. Vale a pena lembrar que, além de Dez, tá rolando uma mostra com outro filmes dele, entre eles, Close Up e Gosto de Cereja, no Cinearte. Pena que é às 14h!

CINEMA

Diretor Abbas Kiarostami percorre ruas de Teerã e aborda os padrões de comportamento da sociedade iraniana

"Dez" atinge a troca justa entre homem e câmera
TIAGO MATA MACHADO
CRÍTICO DA FOLHA

O carro e a câmera. Para Abbas Kiarostami, esse dispositivo é algo mais do que a conjunção de duas máquinas, uma que produz movimento, outra que capta (apreende) esse movimento. Trata-se, para o cineasta, de uma pequena casa com grandes janelas em que a paisagem está sempre mudando, um lugar ideal para receber as pessoas sem compromisso e fazê-las se abrirem.
Em "Dez", Kiarostami não faz senão aperfeiçoar seu dispositivo para fazer seus convidados se sentirem ainda mais à vontade. A convivência de atores não profissionais com uma equipe de profissionais de cinema era um incômodo para ele. A falta de homogeneidade do grupo impedia que as relações se desenvolvessem mais naturalmente. Substituindo a equipe inteira por uma câmera digital, ele tenta promover encontros ainda mais espontâneos do que os que obtinha. Em nome dessa espontaneidade, chega mesmo a se fazer ausente da cena.
Uma mulher dirige o carro-dispositivo. Durante a primeira visita, a de seu filho, ela permanece o tempo todo fora de quadro. O espectador não sabe, mas Kiarostami está sentado no banco de trás, dando sua contribuição, por uma escuta, ao diálogo entre a mãe que quer se emancipar e o filho que a condena.
A personagem só ganha corpo depois que o garoto, voz de um certo rancor paternalista, sai de quadro. Da mesma forma, a condição da mulher iraniana, tema que Kiarostami, ao contrário dos discípulos, ainda hesitava abordar, só passa a constituir o centro do filme a partir do momento em que o autor se faz ausente. Para deixar mais à vontade as visitas femininas, uma prostituta e uma amiga da motorista, Abbas achou melhor sair do carro.
É como se Kiarostami ligasse seu dispositivo no piloto automático e conseguisse, nesse desprendimento, depurar seu método, reduzi-lo à essência sem revelar-lhe o mistério, essa insondável fronteira entre o documentário e a ficção. "É melhor que o diretor se retire do caminho do filme e deixe os personagens tomarem forma", dizia ele, em 1994.
Em "Dez", essa proposição é levada ao pé da letra. A presença do autor era o último obstáculo para a realização dessa espécie de utopia que é a esperança de Kiarostami em chegar à relação de troca justa entre o homem e a câmera. Como Walter Benjamin, o cineasta iraniano acredita que a câmera deixa de dar menos do que retira quando proporciona a uma pessoa comum a oportunidade de projetar a própria imagem.
Ao sair do carro-dispositivo, ele se torna um de nós, espectadores. Esse seu gesto de legar o filme ao espectador, de nos propor uma parceria e apelar para a nossa criatividade na hora de preencher as lacunas da narrativa, reconcilia as duas grandes vertentes do cinema moderno do pós-guerra.
Vertentes que a obra do iraniano, nova pedagogia da percepção, já retomava em seu percurso: da crença rosselliniana em "uma imagem justa" (que, em sua paciente apreensão do real, evita a manipulação do espectador) à bravata godardiana do "justo uma imagem" (vertente antiilusionista que, por um espectador ainda mais esclarecido e atuante, soma ao "cinema da realidade" a "realidade do cinema").

Dez
Ten
Produção: Irã/França, 2002
Direção: Abbas Kiarostami
Com: Mania Akbari e Amin Maher
Onde: em cartaz nos cines Frei Caneca Unibanco Arteplex 9 e Cinearte 1


Agora, a minha humilde opinião: se sua única referência do mundo muçulmano é "O Clone", é melhor você ir correndo ver... ou melhor, vá correndo ver de qualquer jeito!!!



Escrito por Dona Xepa às 23h33
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22/07/2003 16:11
ReVEJA aquilo que você lê

A Revista Veja desta semana trouxe, em sua matéria de capa, um artigo em que afirma que ainda escolhemos nosso parceiro como nos “tempos da caverna”. Quem teve a oportunidade de ler o texto, percebeu o quão equivocado ele é e, pior, o quanto ele pode induzir pessoas a terem uma visão equivocada sobre o assunto.

Comecemos pela capa: “Sexo. A ciência garante: você ainda escolhe seu parceiro como faziam nossos ancestrais da caverna”. Na foto, quase uma fantasia sexual: um casal contemporâneo com roupas “da caverna”, onde o homem segura a sua mulher, que tem um olhar provocador.

Ao falar do já mais que explorado “tempo das cavernas”, é inevitável a curiosidade de conhecer um pouco dos hábitos de nossos ancestrais, e ter até mesmo um saudosismo do que nem chegamos a conhecer, porque o passado é sempre melhor. Lá sim os homens mandavam e tinham quantas mulheres desejassem, cabendo a essas somente a submissão – é o que vem ao imaginário dos machistas saudosistas. E a Revista Veja faz questão de confirmar, e mais, de dar esperanças de que tudo volte a ser como nos velhos tempos.

Vejamos: na capa, a revista afirma que a ciência garante que as nossas escolhas são feitas da mesma forma que nossos ancestrais; já na matéria propriamente dita, ela fala que “A ciência traz à tona indícios de que, na hora de escolher um parceiro, ainda somos guiados pela biologia e por preferências estabelecidas pela espécie há milhões de anos”. Bom, indícios não são garantias, certo? Mas até aí, o impacto da capa já fez isso passar desapercebido.

A questão poderia acabar aí, mas então não haveria nem motivos para eu ter ficado indignada com o artigo – o ponto é como o texto te leva a concluir coisas erradas: repetindo a velha história de que “o macho quer fecundar o maior número possível de fêmeas, enquanto estas têm que gestar” justifica-se a infidelidade masculina.

Ainda há outras questões no artigo que nos faz duvidar da sua credibilidade: as referências utilizadas são de universidades com baixa expressividade, como a Universidade do Novo México ou a Universidade Cornell – para que eu não seja chamada de injusta, foi feita uma menção à Harvard. Além do mais, há contradições no texto como: “A boa aparência ajuda, e muito, mas não é decisiva”. Mais tarde, justifica que as mulheres são atraídas por homens bonitos e que pesquisas mostram que eles “costumam ter sêmen mais saudável do que o de seus colegas esteticamente menos favorecidos”; finalmente, termina com “os feios e as feias, assim, que perdoem a evolução: a beleza é mesmo um vício humano, cultivado durante milhões de anos”.

E assim a matéria vai, ora nos comparando com pavões, ora nos comparando com cervos... eu poderia até aceitar tudo o que foi escrito (na verdade, duvido muito que faria isso), mas a revista fez questão de deixar totalmente de lado a herança cultural.

As mulheres brigaram e ganharam mais espaço, e hoje tem (quase) os mesmos direitos dos homens: trabalham (muitas vezes ganham menos), têm seu próprio dinheiro e, conseqüentemente, são mais independentes. No entanto, criam seus filhos à moda antiga: não se pode aceitar uma mulher com mais cultura ou maior salário que ele; há mulheres para “ficar” e mulheres para casar; as filhas ficam em casa, enquanto eles fazem o que quiser na rua – e mulher que fica na rua é vagabunda e ponto final. Ainda há muito disso por aí. E o mesmo pode ser dito em relação à criação das meninas: seja independente até arrumar um bom casamento, e por aí vai. Assim, como as mulheres vão superar as barreiras do preconceito, se muitas vezes são elas mesmas a ensinar esses preconceitos a seus filhos?

Continuaremos lendo Vejas que confirmarão e justificarão tudo o que está aí, enquanto o verdadeiro problema está na cabeça das pessoas. Como um professor meu perguntou certa vez aos meninos: Como vocês se sentiriam ganhando menos que sua esposa? E logo após, às meninas: “E vocês, como se sentiriam em relação ao seu marido”? São nessas horas que vemos como continuamos pensando como nossas avós.



Escrito por Dona Xepa às 23h31
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22/07/2003 16:21
Ah... como prometido, liguei novamente hoje à empresa em que fiz um processo seletivo, em busca de um feedback sobre minha performance. Bom, a mulher enrolou muito e no fim disse que não havia um motivo para eu não ter sido escolhida, ficou como uma "questão numérica": havia, naturalmente, mais candidatos que vagas, então, fiquei de fora, pura e simplesmente. Disse que havendo mais vagas provavelmente eu estaria dentro.Sim, mylady... estou esperando, viu? Sentada e tomando um suquinho de maracujá!

Mais uma vez a comparação é inevitável - é como quando você diz a alguém que está interessado em você: "pode deixar que eu te ligo, não se preocupe". Pode apostar que lá vem um banho-maria!!!



Escrito por Dona Xepa às 23h29
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24/07/2003 14:42
Acabei de voltar do almoço!
Ai que saudades da comidinha lá de casa... não que seja tão maravilhosa assim, mas pelo menos é de graça!!!!!!



Escrito por Dona Xepa às 23h28
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25/07/2003 11:19
O show da guerra deve continuar...
Pois é, agora os Estados Unidos afirmam que mataram os filhos de Sadam Hussein. Como, claro, ouvindo assim ninguém acredita, eles publicaram as fotos deles mortos. Mas claro, vendo assim, muita gente também não acredita: "os dois foram pegos no mesmo lugar? Fala sério!", "ah, deve ser armação dos Estados Unidos", ou como disse o Zé Simão, "Eu acho que os americanos mataram os sósias dos filhos do sósia do Saddam. Tão acabando com a clonagem no Iraque".

Cada um vai acreditar na versão que achar mais convicente e/ou conveniente, como sempre acontece. O que os Estados Unidos não percebem é como eles atiçam o imaginário da população, como eles estão, pouco a pouco, transformando a "cambada do eixo do mal" em mártires, "aqueles que resistem ao imperialismo norte-americano". As distorcidas histórias criadas pelos Estados Unidos são também distorcidas pelo povo, aqueles favoráveis à resistência dirão que "é tudo isso aí, só que ao contrário", enquanto os favoráveis aos americanos os enaltecerão ainda mais.

Com a suposta morte dos filhos do Sadam, que até ontem muitos nem sabiam quem eram, surge essa vontade dos iraquianos de continuar resistindo. De vilões, pouco a pouco, eles se tornam heróis, pois ainda vale mais um vilão conhecido a um que invade sua terra, mata seus familiares e diz que está ali para te salvar, como um bom samaritano.

Os Estados Unidos, que até pouco tempo reclamavam a violação da Convenção de Genebra, agora exibem fotos de inimigos mortos. Mortos! Nada de prender, levar a julgamento, esqueçam essas frescuras diplomáticas! Os Estados Unidos consideram-se com a razão e é isso o que importa, deixe que eles resolvam as coisas como acharem melhor - principalmente eles, que sempre são os melhores em tudo. O ressentimento mundial com os americanos cresce a cada dia. Veja bem, com os americanos: não só com George W. Bush, o presidente trapalhão (taí uma ótima sugestão para um novo filme do Didi, principalmente agora que seus filmes estão mais sem graça ainda). O ressentimento é com todo o povo americano, com seu "american way of life", com sua mania de olhar para o próprio umbigo e esquecendo-se que, na hora em que a bomba da pobreza e da revolta explodir, eles também sofrerão as conseqüências.


Escrito por Dona Xepa às 23h27
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25/07/2003 11:39
Temos que dar um basta nessa história de acreditar em tudo o que a Veja ou o Jornal Nacional diz. Muitas vezes escutos as pessoas dizerem "Mas é sério, deu no Jornal Nacional", "não fale daquilo que você não conhece - eu li na Veja dizendo que...".

Peraí, gente: eles devem nos informar, e não nos dar uma opinião formada, no melhor estilo "pronto para usar". Sim, muitas vezes eles são tendenciosos; mas muitas vezes também nos falta a capacidade de questionar o que está escrito lá. Usando uma metáfora, ao melhor estilo do nosso presidente: pergunte a quem assistiu um Corinthians X São Paulo como foi o jogo. O torcedor de cada time tem uma versão diferente, óbvio!

Tudo isso é para chamar a atenção para o site da Al Jazeera, a rede de televisão arábe que passou a perna na CNN. Vendo o conteúdo do site, especialmente dos cartoons, é possível ver a visão que eles têm de tudo isso que está acontecendo.

O link é:
http://www.aljazeerah.info/Cartoons/2003%20cartoons/Cartoon%20links.htm

E viva à pluralidade de idéias!


Escrito por Dona Xepa às 23h25
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25/07/2003 12:17
Pois é, eu aqui falando de não acreditar piamente em tudo que se lê, e vejo isso aqui na Folha:

"Estima-se que 54% dos brasileiros, cerca de 25 milhões, sofram algum tipo de problema de ereção. Esse é o resultado de pesquisa feita pelo ProSex (Projeto Sexualidade) do Hospital das Clínicas em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
Foram entrevistados 71.503 homens de 20 a 103 anos. Patrocinado pela Pfizer, o levantamento mostra que 1 milhão de novos casos são registrados no país anualmente."

Depois disso, muita gente vai fazer questão de duvidar daquilo que lê!



Escrito por Dona Xepa às 23h22
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28/07/2003 09:05
Seu... PAULISTA!!!!

Essa que eu li agora foi demais (ou melhor, de menos): ouve uma briga no aeroporto Santos Dumont entre duas bandas, Art Popular (aqui de Sampa) e LS Jack (do Rio). Bom, cada um deu sua versão dos fatos, agora, olha só o que os caras do Art Popular falaram:

"Santos, do Art Popular, afirmou que registraria notícia-crime contra o LS Jack por agressão e por racismo. Segundo ele, membros do LS Jack xingaram integrantes do Art popular de "pretos" e "paulistas"." (Folha Online)

Pô, peraí... desde quando ser preto e/ou paulista é xingamento???

Claro que muita gente usa essas palavras de forma agressiva, tentando menosprezar o outro. Agora, sentir-se ofendido com isso?

Eu estufaria o peito e diria: Sou paulista sim, e com muito orgulho! E se fosse negra, diria a mesma coisa, ainda diria mais, diria que todos nós temos o sangue dos negros em nossas veias, que (graças a Deus) não existe essa história de "raça pura" aqui no Brasil, que isso é o mesmo papo idiota que fazia um psicótico nazista com bigode do Carlitos. Ok, eu não conseguiria dizer tantas coisas a ele, mas foi nisso o que pensei agora. Mas eu diria que isto não me ofende, pelo contrário, me traz orgulho. Se alguém deve se ofender é quem usou essas palavras que representam coisas tão belas para tentar diminuir o outro.

Só pra terminar: conheço essas bandas apenas de nome. Não conheço uma música de nenhuma das bandas. E, pra falar a verdade, depois de uma briguinha besta dessas, já dá pra perceber que eles não tem muito a dizer em suas canções.

Só pra terminar 2: EU AMO SER PAULISTA!


Escrito por Dona Xepa às 23h20
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05/08/2003 15:08
O (novamente) injustiçado Woody Allen

Foto: Marta Suplicy dá conselhos a Woody Allen sobre sua vida sexual. E depois ainda o chamam de neurótico!

Sexta-feira estréia no Brasil "Dirigindo no Escuro", de Woody Allen. Como sempre, com aquele tradicional atraso (dessa vez nem tanto, o filme foi lançado nos EUA no ano passado) e em pouquíssimas salas de cinema. E quem gosta, que corra pra ver, porque em poucas semanas eles tiram do circuito.

Como isso já não bastasse, tem as críticas. Primeiro, não é qualquer um que sabe fazer uma crítica. Aliás, tem gente pensando que "crítica" é simplesmente "criticar", falar mal do filme. Pois não é. Ok, ninguém é obrigado a gostar do filme, mas sejam mais objetivos em suas resenhas!

Pra quem estou dizendo isso? Para a Revista Veja, claro! Lembro-me de ter lido a crítica de "Poucas e Boas" (também de Woody Allen) e, sinceramente, desencorajava qualquer um a ir ver o filme. Bem, como fã fui mesmo assim e confesso que eu o coloco no meu top list de filmes do Woody Allen. É um filme bem diferente do "tradicional" Woody Allen, de "Desconstruindo Harry"; vai ao encontro do formato "documentário/ficção" de Zelig, e com uma ótima atuação de Sean Penn.

Mas voltemos à Veja (ah, sempre ela): só para uma breve comparação, vejamos primeiro o que a veja colocou como título de sua crítica sobre "Dirigindo no Escuro":
Cego de vaidade: Allen vai longe demais no papel de um cineasta que dirige sem ver

Agora, o título da Revista Época: Rindo de se próprio: O diretor debocha de sua suposta crise e desmistifica a idealizada noção de autoralidade

Qual desses dois títulos indicam a possibilidade de uma avaliação ponderada?

Aliás, vale a pena ressaltar que enquanto a Época fala que o autor debocha da crise, a Veja fala que ele está em crise. Parece que a Veja adota aquela postura dos americanos de não gostarem do cineasta por causa de seu romance com sua ex-enteada. Ou seja, o conteúdo do filme não interessa, vamos nortear nossas opiniões na vida pessoal de cada um!

Não que a crítica da Época só falasse maravilhas sobre o filme. Mas ela teve uma postura jornalística no mínimo adequada.

Quanto à minha opinião em relação ao filme, ainda não posso dizer. Aguardo a estréia nesta sexta-feira. E aí vem a minha segunda revolta: olhem só o horário de exibição do filme:

Espaço Unibanco 1, sexta e domingo, às 22h, sábado, às 22h e 0h. Frei Caneca 2, Morumbi 4, Sala UOL, sábado, à 0h. Kinoplex 4, sexta e sábado, às 23h10. Market Place Cinemark 4, sábado, à 0h10. Pátio Higienópolis 2, sábado, às 23h30.

Só espero que o preço do táxi, bandeira 2, esteja incluso no preço do ingresso.

PS: Foto - Woody Allen e Betty Middler em "Cenas em um Shopping". Mas fala que não parece a Marta...



Escrito por Dona Xepa às 23h18
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15/09/2003 04:44
Adeus, mundo cruel!

Pois é, nessa bagunça toda nem tive tempo de dar a boa e a má notícia:

Boa: Saí daquele estagiozinho boçal. Numa conversa cara a cara com o dono da empresa, perguntei para que afinal ele havia contratado uma estagiária de Comunicação. Ele simplesmente não soube responder.

Até aí tudo bem, porque eu já sabia que ele não tinha a menor idéia do que fazer comigo - e ainda bem que não teve nenhuma ideiazinha libidinosa, argh! -, mas não saber nem enrolar uma resposta? Putz... deprimente!

O dono de lá é português, depois não querem que façam piadas, né?

Agora, a má notícia: Tô sem um puto!!! Mas cá entre nós, isso não é lá muito diferente de quando eu tava trabalhando, então...

... de volta à fase de planejamento!



Escrito por Dona Xepa às 23h13
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15/09/2003 04:46
Como se sair bem em uma entrevista

Aproveitando a minha nova fase de entrevistas, dinâmicas e micos afins, segue um texto que saiu na última VIP:

Entrevista?
Mate a pau!


Quer mesmo o emprego? Então aprenda a dar respostas quase cretinas para perguntas francamente imbecis


Por Max Gehringer

Sair-se bem em uma entrevista é a capacidade – que raras pessoas têm – de dar respostas bem temperadas a perguntas insossas. Por exemplo:
– O que você sabe sobre a nossa empresa?
– Bom, ao ler o último relatório anual de vocês, eu pude notar que os indicadores financeiros de desempenho mostram uma clara tendência a...
– Você acredita em vida após a morte?
– Hã?
Embora não pareça, a primeira resposta do candidato foi desastrosa. Porque ele, acintosamente e sem pensar nas conseqüências, invadiu uma área extremamente perigosa, chamada Região de Ignorância do Entrevistador. Evidentemente, o entrevistador não havia lido o relatório anual da própria empresa e não tinha a mínima intenção de ser humilhado por um pentelho bem preparado para uma entrevista. Mas, como o entrevistador sempre tende a relevar a primeira pisada, o candidato ganha mais uma chance...
– Eu perguntei se você acredita em vida após a morte.
– Isso faz parte do pacote de benefícios?
Perfeito! A resposta induz o entrevistador a pensar que está diante de um desqualificado mental. A partir daí, fica estabelecido quem é o gênio e quem é o debilóide, e a entrevista tem tudo para ser um sucesso.
– Se você vier a trabalhar conosco, quais são suas expectativas?
– Ah, eu sou ambicioso, quero chegar a CEO da empresa!
Aí o entrevistador, que está na empresa há 18 anos e cuja máxima realização pessoal foi a de ter sido agraciado com um button – que ele chama de “bóton” e ostenta orgulhosamente na lapela do paletó –, se põe a lembrar... Aquela inesquecível cerimônia foi a última vez em que o CEO apertou a mão dele. E já lá vão quatro anos... E, após tanto tempo de dedicação, ele ainda estava ali, na mesma mesa, sobre a qual repousava o mesmo grampeador (Ativo Imobilizado 004-A) que ele requisitara do almoxarifado em 1988. E agora lhe aparece um candidato descarado querendo chegar a CEO! Portanto, volta o filme:
– Se você vier a trabalhar conosco, quais são suas expectativas?
– São de, no futuro, atingir uma posição igual à sua. Mas, para isso, sei que vou ter de dar o máximo de mim, todos os dias.
– Certo, certo. Aceita um cafezinho?
Em linguagem de entrevista, “Aceita um cafezinho?” significa “Você está indo bem, portanto não apele para recursos abomináveis, como o uso da inteligência”.
– Fale-me sobre alguma situação que você tenha resolvido usando sua criatividade.
– Claro, claro... Tem uma que é ótima. Quando eu estava em Harvard... Aliás, não sei se já mencionei que fiz MBA lá... Bom, então, teve uma aula de Business Furunculosis em que o professor, o famoso Doctor Alphonse Johnstone...
– Prefiro que você mencione alguma experiência prática.
Ou seja, diploma não é experiência prática. Deve ficar confinado ao currículo e nunca, jamais, ser mencionado em público. Além disso, o candidato falhou em um ponto crucial: ele não analisou detidamente a sala quando entrou. Se tivesse feito isso, teria notado que, na estante atrás do entrevistador, estavam enfileirados 87 Manuais de Normas e Regulamentos. Criatividade, ali, naque- le recinto, só entraria com mandado de segurança.
– Você prefere trabalhar individualmente ou em equipe?
Individualmente, claro! Quem gosta de trabalhar em equipe chega no máximo a supervisor. Mas a resposta mais sincera nem sempre é a mais adequada. Por isso, antes de responder, o candidato deve olhar para a mesa do entrevistador. Ela está atulhada de papéis? E alguns parecem estar ali desde a Proclamação da República? Nesse caso, o entrevistador é individualista e desorganizado. A mesa está limpinha? Então ele também é individualista, mas tem uma equipe que faz tudo por ele. No segundo caso, a resposta é: “Eu prefiro trabalhar com quem sabe delegar”. E, no primeiro caso:
– Um dia espero poder chegar a ser um individualista. Mas, por enquanto, sei que vou contribuir muito mais se trabalhar em equipe.
– Sei. Quer uma água, ou qualquer coisa?
Tradução: “Você está no caminho certo. Controle-se, que só faltam duas perguntas”.
– Qual é o seu maior defeito?
A resposta mais honesta seria “Por ordem alfabética?”, já que a lista de defeitos do candidato daria para encher as Páginas Amarelas. Mas o entrevistador está bem ciente de que jamais ouvirá uma confissão do tipo “Tenho chulé” ou “Sou preguiçoso”. Ele está apenas testando a habilidade do candidato de transformar um defeito em virtude.
– Ansiedade. Sofro muito quando as coisas não são feitas com rapidez.
Fantástica resposta. Além de inofensiva, totalmente inócua. E aí vem a derradeira pergunta, que fecha a entrevista com chave de ouro:
– Há algo que você queira me perguntar?
Sim, claro que há. Por exemplo: “Estive notando o corte de seu terno. Seu alfaiate é disléxico?” Mas é nesse momento que o candidato mostra seu grau de autocontrole.
– Eu gostaria de saber um pouco de sua história aqui na empresa, porque tenho certeza de que ela me será de grande inspiração.
Entrevista é isso. Mais que saber responder, é saber observar. Quanto às perguntas, existem para elas respostas verdadeiras e respostas adequadas. O candidato ideal é o que faz as respostas adequadas soarem verdadeiras.



Escrito por Dona Xepa às 23h12
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Dona Xepa Strikes Again!

Olá a todos!

Dona Xepa ataca novamente, agora no uol... ou zip.net, tanto faz... o blig tava dando muita dor de cabeça, quero ver se isso aqui funciona. Por isso, vou começar republicando o que já havia no outro blog, como experiência.

Agora vai!



Escrito por Dona Xepa às 18h36
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